| |
|
| |
|
 |
|
|
|
|
| |
 |
Sem tempo para navegar?
Faça o download (.pdf) de nossa apresentação. |
|
|
|
| |
|
 |
| |
|
Sua Revista e a Internet - Oportunidade ou Ameaça? |
|
| |
|
Fernando Martins e Alessandro Nicolau |
|
| |
|
|
|
|
 |
|
|
 |
 |
 |
|
|
 |
|
|
|
Hallo! Olá!
No 2º dia da 2ª FIPP Digital Conference tivemos apresentações de diversos grandes players do mercado internacional de publishing.
Na sessão de abertura, Donald Kummerfeld, presidente e CEO da FIPP, anunciou que o crescimento da audiência dos sites de revistas no mercado americano cresceu 8,4% em 2007, consideravelmente acima da média de sites americanos e apontou que o negócio digital deve ser considerado de uma perspectiva de investimento, com paciência e persistência: "Não é um negócio que acontece da noite para o dia".
De fato, várias das palestras mostraram que após alguns anos de investimentos, vários dos sites já conseguiram obter margens positivas. Entre os que apontaram estes resultados estão Spiegel Online, IDG, Axel Springer, Meredith, Rogers Publishing, entre outros.
A importância do online dentro do negócio dos editores também vem crescendo. Patrick McGovern, chariman do IDG, anunciou que as receitas do online já representam 33% do seu negócio e projeta que em 2010, este número chegue a 47% do faturamento, ficando o negócio impresso com 33% e eventos com 20%. De forma semelhante, Susan Odell, vice presidente da Techtarget também apontou participação acima de 50% do online em sua receita total.
O conteúdo livre passou a ser opção generalizada entre os apresentadores, ficando a opção por conteúdo pago restrita a exceções, como conteúdos muito específicos que não são encontrados de forma livre na web (como conteúdo legal, médico, etc) e conteúdo adulto. Este premissa é baseada basicamente no crescimento publicitário da Internet que vêm acontecendo nos mercados maduros (Europa e América do Norte).
A criação de comunidades e o uso de conteúdo gerado pelos usuários (user-generated content ou simplesmente UGC) ocupou parte significativa da agenda em função de gerarem frisson - de um lado por serem uma promessa de conteúdo sem custo, por outro lado por gerar preocupações de como colocá-las em prática e, sobretudo como controlá-las. Todos concordam em que é inviável, ou ao menos foge do que um editora deveria fazer, a criação de comunidades sociais como FaceBook e MySpace, porém em geral acreditam que seja possível criar comunidades que gravitem ao redor de suas marcas. Para tanto é necessário instrumentalizar a audiência com ferramentas de interação e que facilitem sua contribuição.
Em contrapartida, é presente a preocupação em relação ao conteúdo que é postado pelos usuários. Ainda não há uma posição clara de como e o que moderar do conteúdo gerado pelos usuários, mas fica claro a percepção da necessidade de supervisão. O mais avançado neste sentido foi Danny Dagan, Head of Communities, do The Sun, que mostrou o modelo de funcionamento de sua equipe de monitormaneto que inclui uma equipe de 7 pessoas em regime de 24h / 7 dias.
A venda de assinaturas da versão impressa das revistas despontou também como grande resultado das propriedades online. Embora vários editores não considerem a receita advinda da venda de assinaturas impressas através dos sites como receita da unidade online, alguns apontaram alguns números surpreendentes: John Loughlin, VP da Hearst Magazines, apontou 1,6 milhões de assinaturas pagas no último ano captadas pela Internet (e 80% deste volume eram de novas assinantes, o que representa uma significativa oxigenação da base de clientes). John Zieser, Chief Development Officer da Meredith Corporation apontou 2,8 milhões de assinaturas vendidas pela Internet no mesmo período.
Estudos apontados por alguns palestrantes (John Loughlin/Hearst e Don Nicholas/Mequoda) apontaram que há sobreposição de apenas 10% a 20% entre a audiência online e da revista impressa. Isto significa uma grande oportunidade tanto do ponto de vista publicitário (já que potencializam o alcance das ações de mídia multi-plataforma) quanto do ponto de vista de circulação em termos de possibilitar o estreitamento de relações com os consumidores nas diversas plataformas.
Para finalizar a newsletter de hoje, escrevo sobre um case interessante apresentando por Dr. Andreas Wiele, Head of Magazines da Axel Springer sobre a revista Computer Bild. Entre 2000-2006, os editores resolveram que não deveriam ter um site já que pensaram que se o conteúdo fosse publicado livremente no site, haveria redução de sua circulação. Apesar disso, a revista experimentou queda sucessiva de circulação por 5 anos. Há pouco mais de um ano atrás resolveram investir significativamente na construção de um site, além de reformular a publicação impressa. Pela primeira vez nos últimos anos a revista impressa cresceu 9,7% e o site vem crescendo em audiência de forma consistente. Nas palavras dele: "Não tenha medo da canibalização. Existem enormes possibilidades".
Mais uma lista de alguns dos sites referenciados hoje durante as apresentações: www.spiegel.de, www.einestage.de, www.computerbild.de, www.bhg.com, www.parents.com, www.advisor.ca, www.focus.de, www.thesun.co.uk, www.glammedia.com, www.topgear.com.
Se você perdeu a newsletter de ontem, acompanhe em nosso site o que acontence na Fipp Digital Conference - www.ContentStuff.com/fipp
Um abraço e auf wiedersehen,
Fernando Dias Martins |
|